Vulcabras-Azaleia
- Principais riscos que a própria Companhia enxerga e assume

Principais riscos da Companhia

O Governo Federal exerceu e continua a exercer influência significativa na economia brasileira. Esse envolvimento, bem como a conjuntura política e econômica do Brasil, pode ter um efeito adverso relevante para nós.

O Governo Federal freqüentemente intervém na economia nacional e ocasionalmente realiza modificações significativas em suas políticas. Historicamente, o Governo Federal interveio, de tempos em tempos, na economia brasileira e nos setores relacionados ao mercado de capitais, derivativos e serviços financeiros. Intervenções passadas incluíram depreciação do valor da moeda, imposição de controles de salários, de preços e fluxo de capitais, congelamento de contas bancárias e outras limitações. Tais medidas do Governo Federal podem impactar adversamente nossos negócios por meio de redução da demanda por nossos produtos, aumento de nossos custos ou limitação de nossa capacidade de fornecer nossos produtos. Podemos ser adversamente afetados em razão de mudanças na política, na regulamentação e/ou por outros fatores como:

• Taxas de juros;

• Taxas de câmbio;

• Inflação;

• Problemas de infra-estrutura rodoviária, ferroviária, aeroportuária ou portuária;

• Política monetária;

• Liquidez dos mercados financeiros e de capitais internos;

• Política fiscal e alterações na legislação tributária;

• Política energética e agrícola;

• Política cambial e restrições a remessas para o exterior;

• Instabilidade política;

• Nível de renda ou de salários;

• Nível de desemprego; e

• Outros acontecimentos políticos, diplomáticos, sociais e econômicos no Brasil ou que afetem o País.

Em 2011 iniciaram-se novos mandatos a Presidência da República, Governos Estatais e Poder Legislativo Federal e Estadual, com impacto na condução das políticas econômicas e sociais. A incerteza quanto à implementação de mudanças por parte do novo Governo Federal nas políticas ou normas que venham a afetar esses ou outros fatores no futuro pode contribuir para incerteza econômica no Brasil e para aumentar a volatilidade do mercado de valores mobiliários brasileiro, causando um efeito adverso relevante para nós. Dessa forma, a situação financeira e o resultado de nossas operações são influenciados pelo cenário macroeconômico brasileiro. O COPOM (Comitê de Política Monetária) estabelece a taxa de juros básica do sistema financeiro brasileiro. Nesse contexto, variações na taxa de juros poderão acarretar em efeitos adversos ou não em nossas aplicações financeiras e nossos negócios, dependendo da trajetória das mesmas.

Adicionalmente, As taxas de inflação no Brasil apresentaram variações significativas no passado, tendo se tornado mais estáveis, com tendência de queda, a partir de 2003. A inflação afetou e continuará afetando nosso desempenho financeiro e os nossos resultados operacionais. Os valores relacionados aos contratos de serviços são geralmente ajustados pelo IGP-M, um índice inflacionário publicado pela FGV. Com uma taxa de inflação mais elevada no Brasil, poderá haver, em um primeiro momento, um aumento no nosso custo de produção que pode não ser repassado aos preços dos nossos produtos. Os efeitos inflacionários podem reduzir o poder aquisitivo de nossos consumidores com possíveis impactos em nossas vendas. A inflação, medida pelo Índice nacional de preços ao consumidor-amplo (IPCA), de acordo com o Banco Central, apresentou uma variação de 4,3%, 6,0% e 6,5% em 2009, 2010 e 2011 respectivamente.

Podemos não obter sucesso nas aquisições de novos negócios e na integração dessas aquisições, fatos que poderão causar um efeito adverso relevante para nós.

Analisamos regularmente oportunidades de crescimento estratégico por meio de aquisições. Em 2007, realizamos as aquisições da Indular e da Vulcabras|azaleia - RS, sendo que, em particular na aquisição da Vulcabras|azaleia - RS, enfrentamos desafios administrativos, jurídicos e operacionais que foram adequadamente solucionados. Contudo, não podemos garantir que questões similares não irão ocorrer em futuras aquisições.

Os riscos e desafios inerentes a uma aquisição e que podem nos afetar de forma relevante e adversa incluem principalmente os seguintes:

• As aquisições podem não contribuir com nossa estratégia comercial ou com nossa imagem, além de ser um processo demorado que pode a vir a desviar a atenção de nossas operações;

• Podemos não conseguir integrar nosso negócio ao negócio adquirido, incluindo a estrutura de custos, nem alcançar a sinergia pretendida com a aquisição;

• As aquisições podem representar um passivo contingente e, em alguns casos, não conhecido;

• As aquisições podem não ser aprovadas ou ser aprovadas com restrições pelo Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência, e/ou pelas autoridades de defesa da concorrência dos países onde for necessário obter as autorizações pertinentes, que, inclusive, podem nos forçar a, dentre outros, alienar parcela dos nossos negócios ou restringir o uso de determinadas marcas; e

• Os investimentos em aquisições podem não gerar os retornos esperados.

Ademais, poderemos precisar de financiamentos para concluir qualquer potencial aquisição ou dar continuidade à nossa estratégia de expansão e, caso não consigamos, não teremos condições de implementar integralmente a parte de nossa estratégia de crescimento baseada em aquisições, o que poderá ter um efeito adverso relevante para nós.

Experimentamos rápido crescimento nos últimos anos, mas não podemos assegurar que gerenciaremos adequadamente nosso crescimento no futuro.

Por meio da implementação de nossa estratégia de crescimento, que compreende aquisições, expansão de vendas no mercado local e internacional e criação de novos produtos, tivemos rápido crescimento entre 2006 e 2010, quando apresentamos Taxa Média Composta de Crescimento Anual de 42,8% anual. Nosso desempenho futuro dependerá de nossa capacidade interna de gerenciar o rápido e significativo crescimento de nossas operações domésticas e internacionais, em especial, da melhoria de controles e procedimentos internos, financeiros e operacionais, bem como de infra-estrutura adequados para gerenciar e suportar nosso crescimento.

Não podemos assegurar que nossa capacidade de gerenciar nosso rápido crescimento será bem sucedida e que não interferirá adversamente nas operações e produtividade existentes. Caso não sejamos capazes de gerenciar nosso crescimento de forma satisfatória poderemos sofrer um efeito relevante e adverso.

A saída de membros de nossa administração e de pessoas-chave de nosso quadro de empregados, ou a incapacidade de atrair e manter pessoal adicional para substituí-los, pode ter um efeito relevante adverso para nós.

Nossos negócios, capacidade de manter nossa posição competitiva e alcançar estratégias de crescimento e desempenho futuro dependem da nossa administração, formada por experientes executivos e empregados-chave que detêm amplo conhecimento de nosso negócio. Não podemos garantir que teremos sucesso em contratar e manter pessoal qualificado para integrar nossa administração e ocupar posições cruciais. A perda de qualquer membro de nossa administração ou desses empregados-chave ou a incapacidade de contratar e manter profissionais com a mesma experiência e qualificação para substituí-los poderão ter um efeito adverso relevante para nós.

A interrupção ou perda de certas plantas industriais poderá nos afetar adversamente.

Algumas de nossas plantas possuem uma relação de interdependência. Em especial, nossa produção nos estados de Sergipe, do Rio Grande do Sul e da Bahia depende da unidade produtiva da Bahia, que produz componentes fundamentais para a fabricação de calçados.

Eventuais interrupções ou perda de plantas industriais, em particular aquelas destinadas à produção de tais componentes, em virtude de acidentes, ações ambientais, interrupções nos sistemas de informação ou no fornecimento de energia elétrica, greve de empregados, exigência de licenças específicas, tais como a licença do corpo de bombeiros, e outros fatores regulatórios, podem paralisar nossa produção.

Não podemos assegurar que obteremos tais licenças, ou, se for o caso, a renovação destas licenças em prazos adequados. Também não podemos assegurar que teremos todas as licenças exigidas, pendência que ocorre em determinados imóveis atualmente. A falta de uma destas licenças ou o indeferimento da sua obtenção ou renovação pode implicar penalidades que variam desde a aplicação de multas até o fechamento das atividades do respectivo imóvel. A imposição destas penalidades, em especial o fechamento de unidades, poderá ter um efeito adverso em nossos resultados operacionais.

Adicionalmente, eventuais interrupções ou perda de plantas industriais, em particular aquelas destinadas à produção de tais componentes, em virtude de desastres naturais e outros fatores sobre os quais não temos qualquer controle, que venham a paralisar a produção de qualquer de nossas unidades podem causar um efeito adverso e relevante sobre nós.

Perdas não cobertas pelos seguros contratados podem resultar em prejuízos para nós, o que poderá gerar efeitos adversos sobre nossos negócios.

Mantemos contratados seguros, em sua forma usual de mercado, que protegem nossas plantas, centros de distribuição, entre outros. Não obstante, certos tipos de perdas não são seguradas no mercado. Se qualquer dos eventos não segurados ocorrer, o investimento integralizado por nós poderá ser perdido.

Adicionalmente, poderemos ser responsabilizados judicialmente pelo pagamento de indenização a eventuais vítimas geradas pelo sinistro ocorrido. Para tanto, contratamos seguros para cobertura de responsabilidade civil, de terceiro, e de seguro de vida em grupo, se funcionário próprio.

A alteração na interpretação quanto à natureza da relação de trabalho dos representantes comerciais autônomos e comissionados que colaboram com as nossas atividades pode ter efeito adverso para nós. A venda de parte de nossos produtos aos lojistas é feita por meio de representantes comerciais comissionados, na qualidade de trabalhadores autônomos sem vínculo empregatício, contratado nos termos da Lei n.o 4.886, de 9 de dezembro de 1965, e alterações posteriores. Tais representantes comerciais recebem um percentual de acordo com as vendas mensais que realizam por marca e regiões nas quais estão credenciados. Caso haja alteração na interpretação quanto à natureza desta relação de trabalho e tais contratações venham a ser consideras judicialmente uma relação de emprego entre nós e tais autônomos, poderemos passar a ser réus em um número significativo de ações judiciais, o que poderá ter um efeito adverso para nós.

A rescisão ou não renovação dos Contratos de Joint Venture com a adidas poderá ter um efeito relevante e adverso sobre nós.

Possuímos participação em Joint Ventures no Brasil e na Argentina constituídas com a adidas em março e junho de 2008, respectivamente, para a fabricação, importação e distribuição, em caráter de exclusividade, e vendas no varejo dos produtos da marca Reebok no Brasil, no Paraguai e na Argentina, até 2015. Pelos Contratos de Joint Venture, temos direito a 60% dos resultados globais auferidos na operação dos produtos com a marca Reebok em 2010 e 2011 (65% em 2008 e 2009) e a 50% nos anos de 2012 a 2015, quando se encerram os contratos. Nossas receitas provenientes dos produtos com a marca Reebok em 31 de dezembro de 2009, 2010 e 2011, representaram respectivamente, 27,8%, 24,5% e 23,2% de nossa receita bruta. Não podemos garantir se, e em quais condições, os Contratos de Joint Venture serão renovados. A não renovação ou a renovação em termos e condições menos favoráveis poderá nos afetar de maneira adversa relevante.

Os interesses do nosso Acionista Controlador (ou detentor do nosso Poder de Controle, conforme o caso) podem divergir dos interesses de outros detentores das nossas ações ordinárias.

Nosso Acionista Controlador (ou detentor de nosso Poder de Controle, conforme o caso) tem poderes para, entre outras coisas, eleger a maioria dos membros do nosso Conselho de Administração e determinar o resultado de relevantes deliberações que exijam a aprovação de acionistas, tais como aprovação de operações com partes relacionadas, reorganizações societárias, alienações, parcerias, e montante do pagamento de quaisquer dividendos futuros, bem como o pagamento do dividendo obrigatório, nos termos previstos na Lei das Sociedades por Ações, observadas as exigências e as restrições legais e regulamentares para o exercício do direito de voto e aprovação de tais operações.

Não podemos assegurar que os interesses desse Acionista Controlador (ou detentor de nosso Poder de Controle, conforme o caso) estarão alinhados com os interesses dos demais investidores. Nossos acionistas podem não receber dividendos ou juros sobre o capital próprio. De acordo com o nosso Estatuto Social, devemos pagar aos nossos acionistas, no mínimo, 25% do nosso lucro líquido anual, calculado e ajustado nos termos da Lei das Sociedades por Ações, sob a forma de dividendos ou juros sobre o capital próprio. O lucro líquido pode ser capitalizado, utilizado para compensar prejuízo ou retido nos termos previstos na Lei das Sociedades por Ações e pode não ser disponibilizado para o pagamento de dividendos ou juros sobre o capital próprio. Além disso, a Lei das Sociedades por Ações permite que uma companhia aberta, como nós, suspenda a distribuição obrigatória de dividendos em determinado exercício social, caso o Conselho de Administração informe à assembléia geral ordinária que a distribuição seria incompatível com a nossa situação financeira.

Podemos vir a precisar de capital adicional no futuro, por meio da emissão de ações ou de valores mobiliários conversíveis em ações, ou adquirir outras sociedades mediante fusão ou incorporação, o que poderá resultar em uma diluição da participação do investidor no nosso capital social.

Podemos vir a ter que captar recursos adicionais no futuro por meio de operações de emissão pública ou privada de ações ou valores mobiliários conversíveis em ações de nossa emissão. Qualquer captação de recursos através da distribuição pública de ações ou valores mobiliários conversíveis em ações de nossa emissão pode ser realizada com a exclusão do direito de preferência dos nossos acionistas antigos, incluindo os investidores das ações ordinárias de nossa emissão nesta Oferta, o que pode resultar na diluição da participação do referido investidor nas ações ordinárias de nossa emissão.

Fornecedores

O preço de nossas matérias-primas pode ser afetado pela volatilidade nas cotações de commodities e uma oscilação brusca e inesperada poderá ter um efeito adverso relevante para nós.Nossas principais matérias-primas são as resinas de PVC, EVA e PU, os óleos plastificantes, a borracha, diversos tipos de laminados e tecidos, que correspondem a uma parcela significativa do nosso custo de produtos vendidos. Algumas dessas matérias-primas, como as resinas de PVC, EVA e PU e os óleos plastificantes, são derivados de commodities e seu valor é estabelecido de acordo com a oscilação mundial de oferta e demanda, bem como em função do Dólar. Mesmo no caso de contratos firmados com fornecedores, buscando certa estabilidade de suprimento e custos para essas matérias-primas, as negociações contratuais podem sofrer influência de flutuações nas cotações destas commodities, sobre as quais não temos controle. Caso ocorra uma variação significativa, brusca e inesperada no preço dessas matérias-primas, podemos sofrer um efeito relevante e adverso.

Clientes

Nossa receita operacional bruta é proveniente de empresas varejistas nacionais que podem vir a sofrer com aumentos na inadimplência e/ou processos de consolidação, aumentando nosso risco de crédito e a concentração de nossas vendas em poucos clientes.

Nossa base de clientes é predominantemente formada por varejistas de calçados e artigos esportivos de pequeno e médio porte que representam a maior parte de nossa receita operacional bruta. Temos uma grande dependência do segmento varejista no Brasil, o qual historicamente tem sido suscetível a períodos de desaquecimento econômico, disponibilidade do crédito ao consumidor e nível de renda da população. Essa dependência pode nos expor a maiores riscos de inadimplência, principalmente no caso de comerciantes de pequeno e médio porte, devido à maior sensibilidade destes a ciclos econômicos desfavoráveis.

Caso optemos por aumentar nossas vendas para grandes redes de varejo, poderemos concentrar vendas significativas em poucos clientes ou em um único cliente, o que pode afetar nosso poder de barganha e concentrar nosso risco de crédito, causando, assim, um efeito adverso relevante sobre nós.

Movimentos de consolidação no setor podem afetar negativamente nossas margens e reduzir nossa capacidade de elevar preços ou repassar aumentos de custo, na medida em que podem aumentar o poder de negociação de nossos clientes.

Setores da economia nos quais o emissor atue

Podemos não responder de forma eficiente às mudanças nas tendências da moda, inovações tecnológicas para calçados e preferências dos consumidores. A indústria em que atuamos está sujeita a rápidas alterações nas preferências dos consumidores, especialmente no segmento de calçados esportivos e femininos e confecções. Nosso negócio depende de inovações nos produtos e adaptações aos anseios dos consumidores em tempo adequado. O sucesso de nossas vendas depende de nossa habilidade de responder rapidamente às mudanças e tendências da moda, às inovações tecnológicas para calçados, bem como às preferências dos nossos clientes. Se não formos capazes de adequar nossos produtos a novas tecnologias e aos gostos dos consumidores, nossas vendas podem ser impactadas negativamente, com reflexos em nossas receitas e participação de mercado e poderemos acumular estoque excessivo e não vendê-lo a um preço lucrativo. Qualquer falha em identificar e responder rapidamente às mudanças de tendência na moda e às inovações tecnológicas, ou, ainda, na hipótese de nossos concorrentes lançarem produtos com melhor tecnologia ou preço, sem que possamos lançar produtos ou sustentar preços equivalentes, poderá ter um efeito adverso relevante para nós.

A indústria calçadista e de confecções é altamente competitiva.

A indústria calçadista e de confecções é altamente competitiva e possui baixas barreiras à entrada de novos competidores. Os principais fatores que influenciam a competição nestas indústrias incluem o preço, a qualidade do produto, o design do produto, a imagem e o prestígio da marca e a capacidade de atender clientes em tempo hábil. Nós competimos com diversos concorrentes nacionais e internacionais, alguns deles com acesso a recursos financeiros significativamente superiores aos nossos e cujas marcas são dotadas de reconhecimento pelos consumidores. Além disso, também enfrentamos concorrentes que estão instalados em países com custo de mão-de-obra muito baixo o que os permite exportar seus produtos a preços muito abaixo dos demais players do mercado. Não podemos garantir que seremos bem sucedidos em competir contra nossos concorrentes nem que seremos capazes de reagir tempestivamente e de forma satisfatória contra a concorrência, o que poderá gerar um efeito adverso e relevante para nós.

A proteção inadequada de nossos direitos de propriedade intelectual pode ter efeito relevante e adverso sobre nós.

Como parte de nossa estratégia de crescimento e incremento de market share, buscamos posicionar bem nossas marcas no mercado. Possuímos no Brasil o registro ou pedido de registro de todas as marcas por nós utilizadas e em mais de 70 países o registro ou os pedidos de registro de nossas principais marcas. Consideramos nossas marcas no Brasil e no exterior um ativo valioso e importante para a manutenção de nossa posição no mercado.

Nossos direitos de propriedade intelectual referentes às nossas marcas e ao design de nossos produtos estão constantemente sujeitos à utilização indevida e à violação por terceiros. Há produtos falsificados, contrabandeados, ‘pirateados’ e produtos que infringem nossos direitos de propriedade intelectual nos mercados em que atuamos e em outros mercados.

A dificuldade no combate da falsificação de várias fontes de nossos produtos e a infração de nossos direitos de propriedade intelectual pode não apenas ter um efeito adverso relevante para nós, como atingir a integridade de nossas marcas próprias pela sua associação com produtos de menor qualidade.

Adicionalmente, embora tenhamos o registro e pedidos de registro de todas as nossas marcas e patentes no Brasil e de nossas principais marcas no exterior, não podemos assegurar que nossos concorrentes ou quaisquer terceiros não alegarão que estamos violando seus direitos de propriedade intelectual. Neste caso, podemos vir a ficar impedidos de fabricar determinado produto ou utilizar determinada marca, o que, conseqüentemente, poderá ter um efeito adverso relevante para nós.

Não podemos assegurar que nossas novas tecnologias, patentes, objetos de design e marcas serão levados a registro nos órgãos de propriedade industrial competentes antes que terceiros o façam, ou que serão renovadas. Caso terceiros venham a registrar tais inovações ou descobertas antes de nós, ou não consigamos renová-las, podemos sofrer um efeito adverso.

Regulação dos setores em que o emissor atue

A suspensão, a modificação, o cancelamento ou a não renovação de nossos incentivos fiscais federais e estaduais pode afetar nosso lucro líquido. Nos últimos anos temos contado com uma série de incentivos fiscais federais relacionados ao recolhimento do imposto de renda e incentivos fiscais estaduais relacionados a impostos sobre vendas, vinculados à instalação, ampliação e produção de operações industriais na região Nordeste. Os incentivos têm prazos finitos e podem não ser renovados quando do seu vencimento, o que causará um efeito relevante e adverso sobre nós.

Para garantir a continuidade desses incentivos durante seu prazo de vigência, devemos cumprir uma série de exigências, fiscais, trabalhistas, sociais e de proteção e controle do meio ambiente que podem vir a ser questionadas inclusive judicialmente. Adicionalmente, não podemos garantir que nossos benefícios fiscais não serão suspensos ou cancelados por decisão judicial.

Caso não cumpramos parte ou a totalidade dessas obrigações, nossos incentivos fiscais poderão ser suspensos ou cancelados, inclusive por decisão judicial, e poderemos ser obrigados a pagar integralmente o valor dos tributos devidos, acrescidos de encargos, o que teria um efeito adverso relevante para nós.

Não podemos assegurar que não haverá uma reforma tributária que alterará os incentivos fiscais, nem que nossos incentivos fiscais serão efetivamente mantidos nas atuais condições até o final de seus prazos de vigência ou, ainda, que seremos capazes de renová-los em condições favoráveis depois de expirado seu prazo atual, ou que serão passíveis de renovação. Também não podemos assegurar que novos incentivos fiscais serão criados depois de encerrado o prazo de vigência daqueles incentivos fiscais de que somos titulares e que, caso sejam criados, seremos contemplados por eles. Caso os incentivos fiscais sejam alterados ou expirem e não sejamos capazes de renová-los ou novos incentivos fiscais não sejam criados após a expiração daqueles em vigor, seremos afetados de maneira relevante e adversa.

Poderemos incorrer em custos decorrentes do cumprimento das leis e regulamentos ambientais e suas eventuais alterações, bem como em sanções impostas por descumprimento dessas normas ambientais, o que poderá ter um efeito adverso relevante para nós.

As empresas do setor de calçados estão sujeitas à observação de uma rigorosa legislação ambiental nas esferas federal, estadual e municipal, relativas ao licenciamento de suas atividades, disposição final de resíduos sólidos e descartes de efluentes líquidos, industriais e sanitários. Na hipótese de violação ou de não cumprimento de tais leis, regulamentos, licenças ou autorizações, ou na ocorrência de acidentes que afetem o meio-ambiente, nós e nossos administradores estamos sujeitos à aplicação de sanções penais, civis e administrativas, tais como multas, embargo de obras, inutilização ou destruição de produtos, suspensão parcial ou total das atividades, revogação de autorizações, sem prejuízo da obrigação de recuperar eventuais danos ambientais causados.

Podemos, ainda, ser obrigados a arcar com substanciais gastos para remediar eventuais danos ambientais causados por nossas atividades. O processo de tratamento do couro (matéria-prima que faz parte da nossa produção), bem como outros processos relativos à nossa cadeia de produção, são potencialmente poluidores, uma vez que são neles utilizados produtos nocivos ao meio-ambiente.

Nossas atividades já compreenderam o processamento do couro por meio de curtumes e, muito embora não tenhamos mais esse tipo de instalação, podemos vir a ser responsabilizados por práticas poluidoras do passado. Uma eventual autuação ou condenação por parte das autoridades ambientais poderá ter um efeito adverso relevante para nós. Da mesma forma, eventuais danos ambientais causados por nossos atuais fornecedores de couro podem ter um efeito adverso para nós, devido à responsabilidade solidária em matéria ambiental que a legislação estabelece entre poluidores diretos e indiretos.

As agências governamentais ou outras autoridades podem também editar novas regras mais rigorosas ou buscar interpretações mais restritivas das leis e regulamentos existentes, sendo possível que os investimentos e despesas necessários à observância da legislação ambiental aumentem substancialmente, o que pode nos obrigar a empregar recursos adicionais para nos adequarmos às eventuais novas exigências dessas agências e autoridades ambientais. Qualquer ação neste sentido por parte das agências governamentais poderá afetar de maneira negativa nossos negócios e ter um efeito adverso relevante para nós.

Alterações na legislação tributária ou trabalhista, ou na interpretação de tais leis e normas, podem ter um efeito adverso relevante para nós.

O Governo Federal ocasionalmente promove reformas nos tributos e nos regimes de tributação, que podem afetar as nossas operações e de outros participantes dos nossos mercados de atuação. Essas reformas incluem mudanças nas alíquotas de tributação e, ocasionalmente, imposição de tributos temporários, cujos recursos são destacados para o atendimento de determinados objetivos governamentais. Os efeitos dessas mudanças e de quaisquer outras mudanças decorrentes de aprovação de novas reformas tributárias não podem ser quantificados. Em especial, alterações na tributação sobre operações financeiras e sobre operações em bolsas de valores e futuros podem desestimular tais atividades e, conseqüentemente, nos afetar de maneira negativa. Adicionalmente, pode haver, no futuro, interpretação diversa da atual, com relação à legislação tributária pelas autoridades fazendárias ou pelo poder judiciário e essa nova interpretação pode alterar o atual regime tributário aplicável às nossas atividades.

Além disso, pode haver alterações na legislação trabalhista ou na interpretação da atual legislação trabalhista pelo poder judiciário que altere os custos trabalhistas e encargos relacionados a que estamos sujeitos. Não podemos assegurar que eventuais reformas tributárias ou trabalhistas, ou alterações na interpretação das leis tributárias ou trabalhistas vigentes não acarretarão um aumento das nossas despesas com tributos ou dos nossos custos trabalhistas e encargos relacionados, com conseqüente efeito adverso relevante para nós.

Estamos sujeitos a riscos relacionados à nossas operações nos diversos países em que atuamos.

Possuímos subsidiárias internacionais e pretendemos continuar a expandir nossas operações internacionais. No exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2011, 20,0% da nossa receita resultou de nossas vendas no mercado externo, das quais 80,0% corresponderam a vendas na Argentina. Aproximadamente 14,2% de nossa receita em 2010 resultou de nossas vendas no mercado externo.

Adicionalmente, em 31 de dezembro de 2011, 8,3% de nossos ativos estavam localizados no exterior, sendo que a maior parte destes ativos está localizada na Argentina. Dessa forma, estamos vulneráveis a crises econômicas internacionais, em especial na Argentina, e a diminuição da renda per capita neste país ou nos países para os quais exportamos. Uma queda de consumo nesses mercados pode afetar nossas vendas e exportações de forma adversa.

Os resultados operacionais e a situação financeira das nossas subsidiárias estabelecidas na Argentina, Colômbia, Peru, Uruguai e Estados Unidos podem ser adversamente afetados por variações em suas economias, instabilidade política e medidas governamentais relacionadas à economia. Enfrentamos diversos riscos relacionados aos negócios em mercados internacionais em que atuamos, dentre os quais se destacam principalmente:

• Interferência de governos locais em políticas econômicas;

• Instabilidade da taxa de câmbio e desvalorização das moedas locais;

• Deterioração de condições econômicas;

• Inflação e taxa de juros;

• Controle de câmbio e restrições de remessa ao exterior, incluindo remessa de dividendos;

• Política fiscal e regime tributário;

• Liquidez no mercado financeiro e de capitais e mercado de empréstimos; e

• Outros aspectos políticos, sociais e econômicos que afetem os mercados em que atuamos.

A ocorrência de quaisquer dos fatores acima mencionados, bem como de qualquer outro fator que afete as condições econômicas, políticas e sociais dos mercados em que operamos ou que pretendemos operar, pode nos impedir de atingir os nossos objetivos estratégicos nesses países ou em nossas operações internacionais como um todo, resultando em um efeito material adverso para nós.